56º Exposição Internacional de Arte – La Biennale di Venezia

Fundada em 1893,a instituição da Bienal de Veneza chegou ao cenário mundial em um período histórico, significativo, época em que as forças da modernidade industrial, capital, tecnologias emergentes, a urbanização, e regimes coloniais foram refazendo o mapa global e reescrevendo as regras da soberania.

Em sua 1º exibição, em 1895, não havia pavilhões, apenas o Pavilhão Central, com suas colunas neoclássicas e imponentes. O 1º pavilhão chegaria doze anos depois, em 1907, com o pavilhão belga, seguido por vários outros, ano após ano, até chegar 2015 com 95 pavilhões. Na “Giardini”, 30 edifícios de exposições são projetados em vários estilos arquitetônicos e adequados em diferentes áreas da cidade e da “Arsenale”.

A 56º Exposição Internacional propõe “Todos os Futuros do Mundo” num projeto dedicado a uma nova apreciação da relação entre arte e artista.

Em vez de um tema abrangente que reúne e sintetiza diversas formas e práticas em um campo unificado de visão, ”Todos os Futuros do Mundo” é informado por uma camada de “filtros”. Esses filtros são uma constelação de parâmetros que circunscrevem várias ideias, que serão abordados tanto para imaginar, como realizar uma diversidade de práticas.

Em 2015, a 56º Exposição Internacional de Arte vai empregar a trajetória histórica da própria Bienal ao longo de seus 120 anos de existência, como um filtro sobre a reflexão acerca do “estado atual e a aparência dela”. “Todos os Futuros do Mundo” vai levar a um projeto denso, inquieto, exploratório que será localizado em um campo dialético de referências e disciplinas artísticas, sendo que a principal questão será de como artistas, pensadores, escritores, compositores, coreógrafos, cantores e músicos por meio de imagens, objetos, palavras, movimentos, ações se reúnem junto ao público em atos de olhar, ouvir, respondendo, envolvendo, falando, dando sentido ao que vivemos hoje. E nesse diálogo o curador, os artistas, seus colaboradores e o público serão os protagonistas.

A 56º Exposição Internacional de Arte – La Biennale di Venezia, intitulado “Todos os Futuros do Mundo” tem a curadoria de Okwui Enwezor (Nigéria,1963), crítico de arte, editor e escritor, e desde 2011,diretor da Haus der Kunst, Munique, Alemanha e presidida por Paolo Baratta, será aberta ao público a partir de 09 de maio, comemorando o 120º aniversário da 1º Exposição em 1895.

A Exposição irá expandir a partir do Pavilhão Central no “Giardini” com 3000m, ao “Arsenale” com 8000m, para as áreas externas.

Haverá uma ampla gama de participantes de países estrangeiros, mais precisamente 89, frente a 58 em 1997, e será um local de encontro para o diálogo livre e independente.

No Pavilhão do Brasil, o curador Luiz Camillo Osorio e o curador assistente Cauê Alves, contarão para a mostra “É tanta coisa que não cabe aqui”, cujo nome foi escolhido inspirado pelos cartazes das manifestações que tomaram as ruas do país em junho de 2013.

Os artistas que representarão o Brasil nessa edição serão: Antonio Manuel, André Komatsu e Berna Reale.

De Antonio Manuel, os curadores levarão o filme “Semi-Ótica” (1975), a obra “Nave”(2013) e as instalações “Ocupações/Descobrimentos”(1998) e “Até que a imagem desapareça” (2013). De André Komatsu, o projeto “Status Quo” (2015) e a instalação “O estado das coisas” (Três Poderes,2011), apresentada pela 1º vez na 8ºBienal do Mercosul, em 2011. De Berna Reale, irá o vídeo “Americanos” (2013), em que a artista penetra no submundo das penitenciárias brasileiras, levando ao presídio Santa Izabel, no Pará, a tocha olímpica.

Serviço

56º Exposição Internacional de Arte – La Biennale di Venezia

De 09 de maio a 22 de novembro de 2015

Local: Giardini e Arsenale, Veneza

Horário: 10H00 às 18H00

Às 6ºf e sábados até 26 de setembro: 10H00 às 20H00

Fechado às 2ºf (exceto,11 de maio,01 de julho e 16 de novembro).