Best of Couture

Os vestidos super femininos de Elie Saab, uma coleção elegantíssima de Giorgio Armani e a ousadia de misturar couture e sneakers da Chanel e da Dior foram alguns dos destaques da semana de Haute Couture de Paris.

Chanel – Com um dos desfiles mais comentados da temporada, a Chanel surpreendeu ao levar para a passarela modelos usando tênis ao invés de saltos altíssimos. Claro que não eram simples tênis, e sim modelos feitos à mão e sob medida com detalhes em renda e pedrarias, como uma metáfora para a ‘insustentável leveza do ser’ e a liberdade da contemporaneidade. Os looks ultra modernos, leves e jovens, traziam um quê de andrógino em branco e outras cores pasteis que se aproximavam do branco, meio futurista. Para as mais femininas, vestidos longos e de silhueta retangular em tweed, e nada de it bags: Karl Lagerfeld adornou as modelos com joelheiras e pochetes, mostrando que sua ousadia é um dos grandes trunfos das marcas até hoje. Esportivo e alta costura, high and low.

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Dior – Outra marca que trouxe modernidade para as passarelas foi a Dior e o estilista Raf Simmons. A ousadia ficou por conta de também combinar vestidos de alta costura com sneakers bordados. Já as peças trazem muito do DNA de Simmons, que usou referências clássicas a Monsieur Dior como os florais, formas estruturadas e algumas doses de volume, e conferiu modernidade com assimetrias, recortes e transparências estratégicos, femininos na medida e muito leves. Muitos curtos, vestidos geométricos e leveza foram as grandes marcas da coleção que tinha como conceito a ausência do conceito, o abstrato e o original.

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Elie Saab – O artista do século 19, Sir Lawrence Alma-Tadema, que pintava cenas do império romano, foram a grande inspiração para o estilista Elie Saab, que trouxe as cores pasteis do pintor, como rosa pálido, azul e lilás, diretamente das telas para a passarela. Sinônimo de red carpets, o estilista apresentou uma coleção com vestidos que lembravam trajes de deusas gregas, com tomara-que-caia, de um ombro só e muito plissado. Outro destaque foi uma verdadeira cascata de pétalas de flores de tecido adornando os modelos com uma delicadeza singular, além dos vestidos com saias mais volumosas, um approach mais tradicional para a alta costura, sem perder o frescor característico de seu trabalho. Menos formais, os cocktail dresses vieram com um ar de anos 50, finalizando uma coleção verdadeiramente encantadora.

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Armani Privé – O desfile que marca os 80 anos de Giorgio Armani, começou casual com tops de seda e calças plissadas e blazers de jacquard com saias de gazar. O segundo momento veio com modelos usando turbantes na cabeça e brincos longos, evocando o espírito cigano do ícone fashion Loulou de Falaise. A grande inspiração para as peças veio da paixão do estilista pelas culturas asiáticas e seu grande amor por filmes em preto e branco. Ambas influências estavam presentes em praticamente todos os looks, vestidos de noite com uma simplicidade chiquérrima passeando entre o azul marinho e o prateado, muitos deles em renda trabalhados com bordados brilhosos super femininos feitos à mão. Estampas estilizadas de pavão e bordados de Swarovisk deixaram algumas das peças ainda mais especiais.

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