Ainda no século XIX, o licor conquistou importantes prêmios em feiras de bebidas de Chicago e Paris, o que lhe conferiu fama internacional. Na década de 10, apreciar o Grand Marnier depois de sofisticados jantares em transatlânticos era uma tradição, e os hotéis Ritz serviam a bebida em toda a refeição, fazendo com que o marcante sabor de laranja e conhaque fosse um dos preferidos em ambientes refinados. Servido puro, com gelo, tônica ou suco de laranja, o licor também é muito popular na gastronomia, sendo usado em sobremesas como o tradicional Crepe Suzette
O licor foi criado por Alexandre Marnier-Lapostolle em 1880 na comuna francesa de Neauphle-le-Château, região de Cognac. Percebendo o aumento da popularidade dos licores de frutas, especialmente entre as mulheres, ele fez diversas misturas inusitadas até chegar à receita do Marnier, que leva laranjas tropicais do Haiti (amargas e selvagens) e conhaques perfeitos. O novo licor foi chamado de Curaçao Marnier até que o amigo de Alexandre, César Ritz (fundador da rede de hotéis Ritz), sugeriu que mudassem o nome para Grand Marnier, "um grande nome para um grande licor".
Sucesso instantâneo
Com sabor e aroma adocicados e delicados, o Grand Marnier foi um sucesso instantâneo já que as laranjas eram itens de luxo, guardadas para ocasiões especiais como celebrações em família e o Natal. Um licor feito da fruta atraiu a atenção da alta sociedade, e se tornou uma bebida obrigatória entre os bem-nascidos.
O método de produção do licor alaranjado ainda é o mesmo do século XIX. As cascas das laranjas haitianas são colocadas para macerar no álcool neutro, e depois passam por uma cuidadosa destilação, feita por mestres destiladores altamente qualificados. O resultado disso é misturado ao conhaque e ao xarope de açúcar, e depois colocado em tonéis de carvalho, onde passa por uma longa maturação até atingir a complexidade de sabor e o aroma delicioso e tropical.
O licor pode ser encontrado em mercearias e lojas de importados. 



