O designer Karim Rashid curte o futurismo em tons fluo, formas sensuais, divertidas, para recriar o universo à sua maneira, conceituado na “arte sem barreiras econômicas”
Trabalhar com design não se restringe a pensar somente no aspecto visual da criação. Apesar da importância da questão plástica, a obra deve expressar o mundo contemporâneo. Ao refletir sobre esses pontos, impossível não vir à mente o nome de Karim Rashid.
Este polêmico designer canadense de origem turca é um polivalente no campo do design, dotado de uma imaginação sem limites. Já trabalhou com o mestre Ettore Sottsass e Rodolfo Bonetto depois que se formou em desenho industrial na Carleton University de Ottawa, em 1982. Rashid defende que a arte do design não se dirige apenas às classes mais altas; ela é desenvolvida a partir de elementos encontrados nas relações humanas atuais, independente de questões financeiras.
Organicidade no design
Na arquitetura de seu desenho prevalece uma organicidade estética influenciada pelas experiências partilhadas no coletivo, pelos diferentes ‘lifestyles’ que pautam o cotidiano do século 21. Uma das maiores peças provenientes dessa vertente de seu raciocínio é a lixeira “Garbo”, projetada para a manufatura italiana Umbra, que há seis anos integra o acervo do MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York).
Está claro que Rashid já está com sua marca no legado cultural e artístico do século 21. No seu portfolio de clientes estão obras e objetos com seu design futurista nas cores fluo que mais gosta – rosa, branco e prata -, que realizou em 28 países para nomes como Prada, Sony, Giorgio Armani, Veuve Clicquot, Carolina Herrera e a gigante brasileira Melissa, entre outros. Seu talento é inegável, surpreendente, plural. 



