“Henri Cartier-Bresson”, Centre Pompidou

“Fotografar é colocar na mesma linha de visão cabeça, olho e coração” – Henri Cartier-Bresson.

O Centre Georges Pompidou, em Paris, traz uma retrospectiva do trabalho de um dos maiores gênios da fotografia, Henri Cartier-Bresson, reunindo não só obras que contem sua história, mas que também relatam o que aconteceu no século XX. São mais de quinhentas fotografias, desenhos, pinturas, filmes e documentos, reunindo imagens que relatam não só a obra desse grande artista, mas também a história do século XX.

O objetivo dessa exposição é mostrar os diferentes momentos de sua obra, as sucessivas mudanças, os “vários Cartier-Bresson”, sua relação com a imagem e, principalmente fazer uma reflexão sobre toda essa diversidade.

A primeira fase são os trabalhos de 1926-1935, marcados por suas viagens à Europa,México e Estados Unidos. A segunda fase, começa em 1936, com seu retorno aos Estados Unidos, e termina em 1946, marcado por suas atividades com a imprensa e seu comprometimento político. A terceira e última fase começa com a criação da agência Magnun, em 1947 e termina no início de 1970.

Sobre Henri Cartier-Bresson

Henri Cartier-Bresson nasceu em 22 de agosto de 1908 em Chanteloup-en-Brie (Seine-et-Marne), na França, em uma família de grandes industriais da área têxtil. Bresson Estudou pintura com Jean Cottenet e com Jacques-Emile Blanche, um amigo próximo de Marcel Proust, uma das grandes figuras intelectuais do grupo de Gertrude Stein.

No ano de 1926 ele passa a integrar a Academia de pintura André Lohote, onde o poeta René Crevel o introduz ao grupo dos surrealistas. Apenas três anos depois, Cartier-Bresson reencontra André Breton, Max Ernst, Salvador Dalí e os galeristas americanos Eugene Jolas, Lincoln Kirstein e Julien Levy.

No início da década de 30, durante uma viagem à Marselha, foi quando o jovem pintor descobriu verdadeiramente a fotografia inspirado por uma foto do hungaro Martin Munkacsi, publicada na revista Photographies (1931), mostrando três rapazes negros correndo em direção ao mar, no Congo. A partir disso, Cartier-Bresson adquiriu uma câmera que o acompanharia ao longo de vários anos: uma Leica, com lente de 50mm. Por ser pequena, ela permitia que eleregistrasse nas ruas momentos variados sem que as pessoas percebessem estarem sendo fotografadas. A sua primeira exposição (1933) foi na Galeria Julien Levy, em New York.

Em 1935, em visita a New York, ele conheceu o fotógrafo Paul Strand, que foi câmera no documentário “The Plow That Broke The Plains”. Essa aproximação com o cinema fez com que ele contatasse o diretor de cinema francês Jean Renoir ao voltar para seu país de origem.

Em meados da década de 40, ele fundou juntamente com Bill Vandivert, Robert Capa, George Rodger e David Seymour a agência fotográfica Magnun. Seu trabalho diferenciado o fez ser contratado pelas revistas Life, Vogue e Harper’s Bazzaar para viajar pelo mundo registrando imagens. Dos Estados Unidos à Europa, da Índia à China, Cartier-Bresson trouxe imagens especialíssimas.Ele tornou-se o primeiro fotógrafo da Europa Ocidental a registrar a vida na União Soviética. Seu trabalho inclui fotografias dos últimos dias de Gandhi, dos eunucos imperiais chineses logo após a Revolução Cultural, entre muitos outros.

Em 1952,ele lançou seu primeiro livro:”Imagem a La Sauvette”, mas foi a versão inglesa que trouxe como título a frase mais famosa de Cartier-Bresson: “The Decisive Moment” (O Momento Decisivo). Para Bresson,a câmera traduzia o mundo real através das imagens quando em suas manifestações mais espontâneas.

Em 1975,ele começou a se dedicar ao desenho e a pintura, pois, segundo ele, já tinha dito tudo o que podia através da fotografia. Sua primeira exposição de pintura aconteceu na Carlton Gallery, em New York. Em 2003,ele cria junto com a sua esposa e sua filha a Fundação Henri Cartier-Bresson,em Paris, para a preservação de sua obra. Em 2 de agosto de 2004 Henri Cartier-Bresson morre em Montjustin.

 

Serviço

Exposição Henri Cartier-Bresson

Centre Georges Pompidou

Endereço: Place Georges-Pompidou,75004 Paris – França.

Telefone: +33 1 44 781233.

Horários: das 11H00 às 23H00 (última entrada às 22H00).Diariamente exceto às terças-feiras.

Local:Galeria 2.

Até 09 de junho de 2014.