“Metamorphosis”, Experimenta Bienalle, Lisboa

As pessoas nunca esperariam que uma mostra super contemporânea e inovadora de design pudesse acontecer ao redor de um material tão simples como a cortiça. Pois foi exatamente o que aconteceu na Experimenta Biennale, de Lisboa, com a exposição “Metamorphosis”.

Dez designers e arquitetos internacionais foram escolhidos para criar exemplos provocativos e inovadores da versatilidade, biodegradabilidade e reusabilidade da cortiça, abrindo novos territórios para a matéria-prima. O designer Jasper Morrison desenho um par de sapatos para a marca Campar, evocando o primeiro produto da empresa de 1920 e criando um novo parâmetro para durabilidade. O arquiteto português vencedor do Pritzker, Eduardo Souto de Moura, criou peças mais usáveis para a casa, como maçanetas; e o também vencedor do Pritzker, Alvaro Zika, desenvolveu bancos cilíndricos criados para absorverem o máximo de impacto.

Um dos grandes destaques da mostra é o “Cork Kit” desenvolvido pela arquiteta Amanda Levete. Trata-se de duas peças geométricas modulares que, quando combinadas, podem ser usadas como banco, mesa, pequena escada ou um elemento com propriedades à prova de som.

Outros arquitetos mostraram os benefícios do material para propósitos de construção, como os suíços (também vencedores do Pritzker, Jacques Herzog e Pierre de Meuron, que mostraram uma maquete em cortiça para o Elbphillarmonie Concert Hall, em construção em Hamburgo. Já o português João Luis Carrilho da Graça, que está fundindo cortiça ao concreto para usar em seus projetos.

 

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