Rijksmuseum, Amsterdam

Após dez anos de remodelação, restauração e renovação, o Rijksmuseum em Amsterdam, abriu suas portas em 13 de abril de 2013. O museu passou por uma transformação tanto do prédio como na apresentação de sua coleção.

Em oitenta salas, a famosa coleção do Rijksmuseum com cerca de 8000 peças, conta a história de 800 anos de arte e da história holandesa. A obra prima de Rembrandt, “A Ronda Noturna”, é a única pintura que retorna à sua posição original.

Sobre o Museu

Em 1795, com a proclamação da República Batava, o Ministro das Finanças, Jan Alexander Gogel, sugeriu que a Holanda deveria ter um museu nacional seguindo o exemplo do Museu do Louvre, em Paris. O governo resolveu fundar seu Museu em 19 de novembro de 1798.As coleções formadas pelos administradores do país foram levadas para oito salas da Ala Oeste do Palácio de Huis ten Bosch. Cerca de duzentas pinturas, compostas de arte italiana, retratos da família real e patriotas, foram organizadas e as portas foram abertas ao público.

Em 1806, o Rei Louis Napoleon, irmão de Napoleon Bonaparte, nomeou-o Museu Real e em 1808, o Museu se transferiu para Amsterdam. Nesse mesmo ano, a mais famosa obra do Museu, “A Ronda Noturna”, de Rembrandt tornou-se parte da coleção.

A construção do prédio onde atualmente se localiza o Rijksmuseu teve início em primeiro de outubro de 1876. A autoria do projeto é do arquiteto holandês, Pierre Cuypers. A construção tem uma combinação dos estilos, Gótico e Renascentista, e é ricamente decorada com esculturas, azulejos (mosaicos) e pinturas com referências a história da arte holandesa.

O Museu abriu suas portas em 13 de julho de 1885 e sofreu algumas reformas em 1906,1960,1984,1995,1996 e 2000. Em dezembro de 2003, o prédio principal foi fechado para uma grande reforma.

A Reforma

Na remodelação do projeto de restauração do museu, que ficou a cargo dos arquitetos espanhóis Antonio Cruz e Antonio Ortiz e do arquiteto francês Wilmotte, foi decidido junto à direção que a renovação estaria mais aproximada do projeto de Cuypers, eliminando galerias e outras alterações feitas na década de 1920.

Na renovação, as fachadas e o interior iriam integrar as pinturas dos murais de inspiração renascentistas e neo-góticas do século XIX. Foi feita uma pesquisa nos acervos pessoais de Cuypers sobre os desenhos originais das paredes dos mosaicos e dos alto-relevos das colunatas de ferro que sustentavam os andares da biblioteca, conseguindo reconstruir a arte contida nessas paredes e chãos. Nesse restauro é possível ver as Trinta e Seis Cenas- representações simbólicas das Virtudes e dos vários ramos da arte assim como episódios de heróis da história da Holanda. Ficaram à cargo de Sturm, os trinta medalhões com retratos de pintores, poetas e compositores.

Além das grandes composições, os padrões detalhados que cobrem os tetos em abóbodas, tanto no Hall de Entrada, como na Biblioteca e a Galeria de Honra, são formadas por milhares de flores e folhas formando complexos rendilhados.

A Biblioteca, aberta pela primeira vez ao público, foi restaurada por oitenta técnicos, dos quais setenta são estudantes e estagiários. Os quarenta mil volumes, em sua maioria dedicados à história da arte e da Holanda, foram distribuídos em três andares.

A Coleção

A coleção mundialmente famosa do Rijksmuseum é apresentada sugerindo uma viagem através do tempo. Ela é composta de um milhão de objetos dedicados à artes, artesanato e história entre os anos de 1200 a 2000.

As obras expostas contêm pinturas da “Idade de Ouro” da Holanda e também uma coleção asiática, no Pavilhão Asiático. A obra de maior destaque é “A Ronda Noturna”, de Rembrandt von Rijn, retratando a Corporação de Arcabuzeiros de Amsterdam. Destacam-se também as obras de Frans Hals, Piero di Cosimo, Jan Steen, Tintoretto, Van der Helst,Van Dijck, Johannes Vermeer, Paolo C.Veronese, entre vários outros. alt

 

www.rijksmuseum.nl