“The Seven last Works” de Antonio Canova, Metropolitan

Estes foram os últimos sete trabalhos do artista antes de seu falecimento, feitos entre dezembro de 1821 a abril de 1822. As obras são: “A Criação do Mundo”, “A Criação de Adão, Caim e Abel”, “O Sacrifício de Isaac”, “A Visitação” e “Presença de Cristo no Templo”.

Dos sete trabalhos apresentados, seis vieram da Gallerie dell’Accademia de Veneza e um da Gipsoteca em Possagno, cidade natal do artista. A serie apresenta episódios do Velho e do Novo Testamento que foram feitos para adornar o Tempio Canoviano, inicialmente uma igreja e posteriormente o mausoléu de Canova.

Sobre o artista

Depois de Tiepolo, Antonio Canova (Possagno-1757, Veneza-1822) foi o ultimo artista italiano de fama internacional em vida. A sua glória europeia pode ser comparada à de Ticiano, de Bernini e Tiepolo.

Começou como simples talhador de pedra, sob a orientação de dois obscuros escultores que não passavam de artesãos. Muito precoce de inteligência e de habilidade técnica, logo sentiu a limitação dos mestres e deixou-os para estudar em Veneza. Fez um grupo em mármore, Dédalo e Ícaro, ainda bastante barroquizado, que impressionou os entendidos. Aos 22 anos chegava a Roma e fazia “Teseu e os túmulos dos Papas Clemente XII (Igreja de São Pedro do Vaticano) e de Clemente XIV (Igreja dos Santos Apostolos”, ainda também sob a influência do barroco. Em contato, porém, com originais e copias da Antiguidade Greco-Romana, adota o ideal Neoclássico. Operoso e infatigável, em pouco tempo se tornou o mais admirado escultor da época. Esteve na França, Alemanha e Inglaterra sempre recebido com entusiasmo e admiração e era o escultor de Napoleão e sua família. Fez vários retratos e uma estatua monumental, herói grego nu, imagem de vitória na mão, o que não agradou a Napoleão. Fez também o retrato da irmã, Paulina Bonaparte Borghese, na figura de Vênus, hoje na Galeria Borghese em Roma, e da mãe, Leticia Bonaparte, como se fosse uma matrona italiana.

Era virtuose completo no tratamento do mármore, polindo-o e acetinando-o. Inspirava-se nas estátuas exemplares do Classicismo Grego, imitando-as muitas vezes num naturalismo elegante e sentimental. Canova evitou o espirito grave e austero da Antiguidade, para se fixar no espirito praxiteliano, onde o decorativismo se casa com o voluptuoso. Os seus temas mitológicos são de preferência os idílicos e eróticos, predileção pelos nus femininos, tratados num desenho de linhas convencionalmente delicadas, massas e planos que se sucedem sem contrastes, isentos das energias plásticas, como se fosse um jônico pervertido e decadente, naturalista e decorativo, ressucitado no industrialismo nascente do século XIX.

 

Servico:

Exposição Antonio Canova “The Seven last Works” – “Os Últimos Sete Trabalhos”.

Local: Metropolitan Museum of Arts – New York,NY.

Endereco:1000 Fifth Avenue,New York – NY.

Telefone: (800) 468 7386.

Local da exposicao: Robert Lechman Wing,Gallery 955, Sala Principal.

De 22 de janeiro a 27 de abril de 2014.

Domingo a Quinta Feira: 10H00 as 17H30

Sexta e Sabado: 10H00 as 21H00.